Arcabouço fiscal volta a ser tema de discussões na Câmara nesta semana
Deputados devem analisar 15 emendas e definir data de votação
Deputados devem analisar 15 emendas e definir data de votação
O presidente da
Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), informou que, nesta
segunda-feira (14), os líderes partidários vão se reunir com técnicos da casa
para debater as alterações do Senado no texto do novo arcabouço fiscal (PLP
93/23), que substitui o atual teto de gastos. O relator da matéria, deputado
Claudio Cajado (PP-BA), também deverá participar da reunião para decidir o
encaminhamento do projeto, ainda sem previsão de votação.
A Câmara precisa
analisar 15 emendas do Senado ao texto do novo regime fiscal. Entre
elas está a exclusão do limite de despesas do Poder Executivo dos gastos
com o Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF) e com o Fundo de
Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos
Profissionais da Educação (Fundeb).
Conforme acordo com
os líderes, a Câmara poderá votar também, nesta semana, o Projeto de Lei (PL)
2.370/19, sobre direitos autorais. O texto estabelece regras para a publicação na
internet, sem autorização, de obras protegidas por direitos autorais.
Sobre o
PL 334/23, que trata da desoneração da folha de pagamento, Lira garantiu
que a proposta não entrará na pauta. O PL prorroga até 31 de dezembro de 2027 a
desoneração da folha de pagamentos para 17 setores da economia. O texto altera
a Lei 12.546/11, que prevê o benefício somente até o fim do ano. “Esse tema
está com a deputada Any Ortiz [Cidadania-RS], na Comissão [de Desenvolvimento
Econômico]”, afirmou Arthur Lira.
Regime de
urgência
Projetos de lei que
tiveram regime de urgência aprovado na semana passada podem ser votados nesta
semana no plenário da Câmara. Entre eles estão o PL 254/20, que
muda a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) para prever o atendimento educacional
diferenciado a gestantes e lactantes. A deputada Talíria Petrone (PSOL-RJ)
destaca que é importante garantir o cumprimento dos direitos de mães e
crianças. “Esse PL é fundamental porque garante à estudante o direito de
exercer tanto o seu processo de amamentar, e que é direito do bebê também,
quanto o direito a uma gestação segura, sem perder o processo de
ensino-aprendizagem”.
Outro projeto que
teve pedido de urgência aprovado e pode ir a votação é o que
muda o Estatuto da Advocacia para permitir sustentação oral do advogado no
agravo regimento do recurso especial.
O PL 3.126/23, que
altera o Estatuto da Pessoa com Deficiência para tutelar os interesses
deportadores de sequelas de queimaduras, está pronto para ser votado.
Outro texto que
pode ser votado é o do PL 2.597/19, que determina que os recursos recuperados
em acordos de leniência, quando devolvidos aos cofres da União, devem
ser destinados a obras de infraestrutura em escolas públicas ou à
aquisição de veículos de transporte escolar. A deputada Érika Kokay (PT-DF)
comenta que apenas uma parte dos recursos recuperados, após crimes contra
a administração pública, será destinada à educação. “A política que foi
prejudicada por um ato ilícito, que originou o acordo de leniência, receberá parte
dos recursos que foram adquiridos, a partir das multas e do acordo de
leniência. A outra parte será destinada à educação, porque nós temos as
políticas públicas enganchadas umas nas outras”.
Sobre a
proposta que cria a Política Nacional de Trabalho Digno e Cidadania para a
população em situação de rua, a autora da proposta, deputada Érica Hilton
(PSOL-SP) detalha que os objetivos são a qualificação, autonomia e inclusão
social e econômica desse público.
“Este é um projeto
que visa ao respeito, à empatia, inclusão e autonomia dos nossos
irmãos vivendo em situação de rua que, muitas vezes, são tratados pela
perspectiva do ódio, do estigma, do preconceito, quando são famílias, crianças,
idosos, mulheres, mães que perderam seus empregos e as oportunidades, que vivem
nas ruas e precisam de um olhar responsável, empático e de qualidade”.
Ainda na área de
educação, podem ser apreciados no plenário o PL 1.050/2021, que institui
programa de aulas complementares aos alunos do último ano do ensino médio de
escolas públicas estaduais para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem),
e o PL 1.580/2019, que inclui a oferta opcional da disciplina de língua
espanhola a partir do sexto ano do ensino fundamental;
Podem ser
apreciados ainda o Projeto de Lei 3.035/2020, que cria a Política para
Educação Especial e Inclusiva, e o PL 3.148/2023, que concede autonomia a
comunidades indígenas, quilombolas e do campo para nomearem os prédios de
escolas localizadas em seus territórios, conforme sua história e tradições.
Também pode ser
votado o PL 2.725/2022, que estabelece um conjunto de regras mínimas de
transparência pública e controle social em questões vinculadas à educação. A
líder do Partido Novo, deputada Adriana Ventura, de São Paulo, reforça a
necessidade de acesso a informações de interesse público, apesar de algumas
ferramentas já disponibilizadas, com a Lei de Acesso à Informação. “A gente
precisa tornar transparente toda a parte de formulação, gestão e execução de
políticas públicas na área de educação, porque na legislação vigente
há poucas disposições expressas sobre esse tema”.
Prazo de medidas
provisórias
Algumas medidas
provisórias (MP) podem perder a validade neste mês se não forem aprovadas.
A mais urgente é a MP 1171/2023, que aumenta em 9% a remuneração de servidores
e empregados públicos do Poder Executivo Federal e que vencerá em 25 de
agosto.
Até 27 de agosto, precisa ser votada, para não perder a validade, a MP 1.171/2023 que altera a tabela do Imposto de Renda de Pessoa Física. A medida torna isento o cidadão que recebe até R$ 2.112 por mês e passa a taxar aplicações financeiras no exterior feitas por brasileiros residentes no país.
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